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Polícia Civil conclui inquérito sobre morte em festejo de Caracol e indicia empresário por homicídio culposo

Investigação aponta falhas graves na estrutura elétrica do evento e descumprimento de normas de segurança que teriam contribuído para a morte de Darlan Ribeiro de Oliveira.

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 Reprodução

A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigou a morte de Darlan Ribeiro de Oliveira, ocorrida durante os festejos do município de Caracol, no sul do estado, em setembro de 2025. Após a realização de perícias técnicas, análise de documentos e oitiva de testemunhas, a investigação apontou negligência na organização do evento e resultou no indiciamento do empresário Délio Lúcio Rodrigues da Silva, responsável pela empresa DL Eventos, pelo crime de homicídio culposo.

De acordo com o relatório final assinado pelo delegado José Wellington Rodrigues da Silva, diversas irregularidades foram identificadas na estrutura utilizada durante a festividade. Entre os problemas constatados estão aterramento inadequado, ausência de dispositivos de proteção contra choques elétricos, fios energizados expostos, falta de sinalização de áreas de risco e o descumprimento de normas técnicas de segurança.

A investigação também reuniu relatos de testemunhas que apontaram a ocorrência de situações semelhantes em eventos anteriores promovidos com a mesma estrutura. Segundo os depoimentos, já haviam sido registrados episódios de choques elétricos e faiscamentos, o que reforçou a conclusão de que os riscos eram conhecidos e poderiam ter sido evitados.

No entendimento da Polícia Civil, a morte de Darlan Ribeiro de Oliveira não foi resultado de uma fatalidade inevitável ou de um acidente imprevisível. O relatório destaca que havia falhas estruturais e medidas de segurança que deixaram de ser adotadas, contribuindo diretamente para a ocorrência do fato.

Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, o delegado concluiu que existem elementos suficientes para atribuir responsabilidade criminal ao proprietário da empresa organizadora do evento. O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que agora deverá analisar o caso e adotar as providências cabíveis.

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