As autoridades do México confirmaram, nesta sexta-feira (3), a identificação do corpo da jornalista Roxana Guzmán, que havia sido sequestrada no início de junho por dois homens armados. Os restos mortais da comunicadora foram encontrados em uma residência no estado de Veracruz, após dias de buscas.
De acordo com a Procuradoria de Veracruz, oito pessoas foram presas por envolvimento no homicídio. Entre os detidos estão quatro homens que atuavam como policiais municipais na época do crime. As investigações apontam que os agentes forneciam recursos, alimentação e apoio logístico ao grupo criminoso responsável pelo sequestro.
O desaparecimento de Roxana Guzmán ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança registrarem o momento em que ela foi levada à força de sua residência por homens armados.
A jornalista era responsável por um portal de notícias digital que atua principalmente na cobertura de fatos e denúncias da cidade de Nanchital, no estado de Veracruz, região considerada uma das mais perigosas do país para o exercício da profissão. Somente neste ano, outros dois jornalistas foram assassinados no estado.
Segundo a organização Repórteres Sem Fronteiras, o México está entre os países mais perigosos do mundo para jornalistas. Desde 1994, mais de 150 profissionais da imprensa foram assassinados no país, em crimes frequentemente relacionados à atuação do crime organizado e à cobertura de temas sensíveis, como corrupção e violência.
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