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Rafael defende repressão firme ao crime e uso de energia limpa e minerais para industrializar o Piauí

O candidato destacou ações de repressão e prevenção à criminalidade e defendeu uso de energias renováveis e minerais críticos para industrialização.

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No segundo bloco do debate desta quarta-feira (16), Rafael Fonteles apresentou propostas para segurança pública e transição energética. Na área da segurança, defendeu o combate firme à criminalidade, com uso de inteligência, operações integradas e articulação entre as forças policiais, Ministério Público e Poder Judiciário. Na área energética, destacou o potencial do Piauí para geração de energia limpa e exploração de minerais críticos e terras raras, com foco na industrialização e geração de empregos qualificados.

Ao tratar da segurança pública, Rafael Fonteles defendeu atuação em duas frentes: repressão firme à criminalidade e políticas de longo prazo para evitar que novas gerações sejam atraídas pelas facções criminosas. “Para nós, bandido bom é bandido preso. Temos, sim, que reprimir de forma firme a criminalidade, prendendo os criminosos, mas também trabalhando na prevenção. O remédio de longo prazo é impedir que novas gerações de jovens entrem no mundo do crime. Para isso, a escola de tempo integral é fundamental, assim como a cultura, esporte e oportunidades de trabalho”, afirmou.

Questionado sobre como transformar o potencial do Piauí em transição energética em benefícios para a população, Rafael Fonteles destacou a produção de energia limpa e o potencial mineral do estado. Ele pontuou que o Piauí é o terceiro maior produtor de energia solar e eólica do Brasil e possui as maiores reservas de minerais críticos e terras raras.

Rafael Fonteles afirmou ainda que o Governo do Estado tem trabalhado para acelerar as pesquisas minerais e criar um ambiente favorável à atração de empresas, apesar da regulamentação e a fiscalização da atividade mineral serem atribuições da União. Como exemplos do avanço do setor, citou a exploração de minério de ferro, com o Piauí como sexto maior exportador do Brasil, além do potencial do níquel em Capitão Gervásio Oliveira e das reservas de minerais críticos e terras raras.

Para o governador, o desafio é evitar que essas riquezas sejam apenas extraídas e exportadas sem geração de valor no país. Rafael Fonteles defendeu que parte da cadeia produtiva seja instalada em território brasileiro para transformar o potencial mineral em desenvolvimento e empregos mais qualificados.

“Não pode ser mais uma commodity a ser exportada sem agregação de valor. Por isso, a lei dos minerais críticos e terras raras que o Congresso Nacional está aprovando busca garantir que pelo menos parte da agregação de valor seja feita em território brasileiro, gerando empregos qualificados aqui. É uma grande oportunidade para o Piauí e para o Brasil”, afirmou.

Durante o debate, Rafael Fonteles também rebateu críticas sobre a chamada taxação da energia solar. O governador afirmou que os custos para consumidores que geram energia solar em residências e comércios decorrem da Lei Federal nº 14.300/2022, sancionada pelo então presidente Jair Bolsonaro, e não de uma medida do Governo do Estado.

“Essa é uma lei federal. E a nossa bancada do Piauí, a meu pedido, fez um projeto de lei para revogar essa lei, para que essa taxa, que não tinha até 2022 e passou a ter a partir de então, volte a não acontecer mais, protegendo aquele que investe, que investiu ou que vai investir em placas solares”, afirmou Rafael Fonteles.

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