Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp
  Linguas:

Delegado da Polícia Civil do Pará é encontrado morto em chácara na zona rural de Teresina

Compartilhar com UTM
Link copiado! Agora você pode colar o link com UTM no seu Instagram.

 ? reprodução

O delegado da Polícia Civil do Pará, Ronaldo Lopes de Oliveira, foi encontrado morto na manhã desta quinta-feira (4) em uma chácara localizada na zona rural de Teresina, capital do Piauí. A propriedade pertence à família do delegado e é o local onde ele nasceu e passou parte da infância.

Segundo informações preliminares da Polícia Civil do Piauí, Ronaldo foi encontrado sentado em uma cadeira, vestindo a farda da corporação, com a arma de fogo institucional sobre o colo. Próximo ao corpo, havia uma garrafa de bebida alcoólica. No local, não foram constatados sinais aparentes de violência, o que leva as autoridades a trabalharem inicialmente com a hipótese de suicídio.

O delegado estava desaparecido desde a última segunda-feira (1º). De acordo com familiares, ele saiu da cidade de Castanhal com destino a Igarapé-Açu, onde buscaria a filha, mas não chegou ao local. Após perderem contato, parentes registraram um boletim de ocorrência e as buscas foram iniciadas.

Durante as investigações, o veículo utilizado por Ronaldo foi localizado na zona rural de Teresina. O carro estava trancado e continha o colete balístico do delegado. Registros de movimentação do automóvel em postos de combustíveis apontaram que ele percorreu trajetos entre os estados do Pará, Maranhão e Piauí.

Natural de Teresina, Ronaldo Lopes mantinha forte ligação com a região onde foi encontrado. Na carreira policial, atuava como titular da Seccional Urbana de Mosqueiro, no Pará, e acumulava passagens por delegacias em municípios como Santo Antônio do Tauá, Irituia, São Miguel do Guamá e Igarapé-Açu, cidade da qual também foi prefeito por um mandato.

Recentemente, o delegado ganhou destaque por coordenar as investigações da morte da cantora paraense Ruthetty, caso que resultou na prisão de um suspeito em abril deste ano.

Familiares e colegas de trabalho relataram que Ronaldo enfrentava um quadro de depressão e havia permanecido afastado das atividades profissionais por cerca de seis meses para tratamento médico, retornando ao trabalho em janeiro de 2026.

As investigações seguem sendo conduzidas pelas Polícias Civis do Piauí, por meio da Delegacia de Desaparecidos do DHPP, e do Pará. Exames periciais deverão confirmar oficialmente a causa da morte.

O caso provocou forte comoção entre policiais, amigos, familiares e autoridades dos dois estados, que lamentaram a perda do delegado e destacaram sua trajetória na segurança pública.
 

Mais em Polícia

Notificação de Nova Postagem
Imagem Ministério Público aciona prefeito de São Lourenço do Piauí por omissão na entrega de documentos