Quase 25 anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, o julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, apontado como o principal mentor dos ataques terroristas que atingiram os Estados Unidos, foi marcado para 5 de junho de 2028, na Base Naval de Guantánamo, em Cuba.
Mohammed será julgado juntamente com outros três acusados de envolvimento na conspiração que resultou no sequestro de quatro aviões comerciais. Os ataques deixaram 2.976 mortos, além de provocarem impactos políticos, militares e sociais que se estenderam por décadas.
Durante interrogatórios realizados em 2007, Mohammed afirmou ter sido responsável pela operação “de A a Z”. Segundo as declarações atribuídas a ele, a ideia dos ataques teria sido apresentada a Osama bin Laden, então líder da Al-Qaeda, e posteriormente desenvolvida com a participação de outros integrantes da organização.
O acusado também teria admitido envolvimento ou se vangloriado de participação em outros episódios de terrorismo, incluindo o atentado de 1993 contra o World Trade Center, o ataque em Bali e o assassinato do jornalista Daniel Pearl.
Preso em 2003 e transferido para Guantánamo em 2006, Mohammed permanece no centro de um dos processos judiciais mais longos e complexos relacionados ao terrorismo internacional. Ao longo dos anos, questões envolvendo interrogatórios, provas, procedimentos judiciais e a condução do caso provocaram sucessivos atrasos.
Agora, a previsão é de que o julgamento tenha início em junho de 2028, caso o calendário seja mantido. A data representa um novo capítulo na busca por responsabilização dos envolvidos nos atentados que transformaram a história dos Estados Unidos e tiveram repercussão mundial.
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